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BLOG - Pedro Fazio |
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30/03/2009 |
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Construindo o marco regulatório
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O modelo da saúde vigente restringe a Agência Nacional de Saúde Suplementar, através de sua Diretoria Colegiada, às suas deliberações (decisões). Contudo, a própria ANS promove e incentiva a participação dos cidadãos, através da Câmara de Saúde Suplementar e de “Consulta Pública”. A participação na Câmara de Saúde Suplementar é notadamente institucional, realizada por 32 organizações, através de seus representantes formalmente nomeados, tendo hoje a seguinte distribuição (ilustrativa): · 10 representantes de instituições que reúnem prestadores de serviço; · 8 representantes de diversas esferas de Governo; · 5 representantes da sociedade civil; · 5 representantes de instituições de defesa do consumidor; · 4 representantes de instituições que congregam profissionais da saúde. Assim, é vital que os representantes e os representados desenvolvam debates em suas instituições para que, na oportunidade de reunião na Câmara, possam se posicionar e apresentar argumentação consistente e representativa, bem como contribuir para a demanda de discussão de itens que não estejam em pauta. O acompanhamento é muito fácil, através do site da ANS em que está disponível acesso sobre os participantes, calendário e ata das reuniões realizadas. Por isto, não há razão para que o segmento não se mantenha atualizado e participante. Já na consulta pública não há restrição quanto aos participantes, por ser um processo aberto a qualquer cidadão que tem acesso tanto ao que está sendo proposto como da exposição de motivos, podendo se manifestar diretamente junto à Agência. Todas as iniciativas da ANS são colocadas em debate, a exemplo da portabilidade, do rol de procedimentos, da classificação das operadoras, etc. Participe! www.ans.gov.br a) Transparência – Consulta Publica b) Câmara de Saúde Suplementar
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postado por Pedro Fazio |
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03/03/2009 |
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Em avaliação da ANS poucas operadoras estão bem
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A Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS divulgou recentemente sua avaliação sobre as operadoras e seguradoras de saúde, cuja realização se baseia no Programa de Qualificação da Saúde Suplementar, com foco em quatro quesitos: Atenção à Saúde; Econômico-Financeiro; Estrutura e Satisfação dos Beneficiários. A publicação de 2009 reuniu informações de 1050 operadoras, sendo 71 de grande porte, 459 de médio porte e 520 de pequeno porte. Apenas quatro operadoras/ seguradoras conseguiram avaliação no grau máximo. A esmagadora maioria ficou concentrada nos níveis 2 e 3 do sistema de apuração que utiliza 5 níveis. Esta divulgação, como orientador para os consumidores, não se aplica para o segmento de autogestão, modelo destinado a público especifico. Assim, o universo cai para menos de 800 operadoras, sendo que muitas estão restritas a determinadas regiões. Ainda que possa ser debatida a forma de levantamento dos dados e sua avaliação, é o único indicador disponível, que relaciona aproximadamente uma centena de empresas com avaliação entre boa e ótima. Com estas considerações, segundo os critérios da agência reguladora, apenas uma pequena parte do mercado se apresenta de forma satisfatória, conforme quadro a seguir: | DISTRIBUIÇÃO DA QUANTIDADE DE OPERADORAS NOS 5 NÍVEIS DE CLASSIFICAÇÃO | | | | CLASSIFICAÇÃO | | | | | | | I | II | III | IV | V | | | | | DE | 0 | 0,2 | 0,4 | 0,6 | 0,8 | | TOTAL | PART. | | ATÉ | 0,19 | 0,39 | 0,59 | 0,79 | 1 | | | MERCADO | | | | | | | | | | | MED. DE GRUPO | | 60 | 149 | 115 | 26 | 0 | | 350 | 45% | | COOPERATIVA | | 10 | 68 | 178 | 68 | 0 | | 324 | 42% | | FILANTROPIA | | 8 | 37 | 41 | 5 | 0 | | 91 | 12% | | SEGURADORA | | 0 | 0 | 5 | 6 | 1 | | 12 | 2% | | | | | | | | | | | | | TOTAL | | 78 | 254 | 339 | 105 | 1 | | 777 | | | | 10,0% | 32,7% | 43,6% | 13,5% | 0,1% | | | | | | | | | | | | | | | | AUTOGESTÃO | | 35 | 124 | 71 | 40 | 3 | | 273 | | | | | | | | | | | | | | GERAL | | 113 | 378 | 410 | 145 | 4 | | 1.050 | | | | | 10,8% | 36,0% | 39,0% | 13,8% | 0,4% | | | |
Pelos dados apresentados há uma tendência de as operadoras com maior volume de clientes terem melhor avaliação, contudo essa referência não é regra absoluta, pois pequenas e médias também são encontradas nos níveis superiores da avaliação do projeto de qualificação. É importante vencer a barreira de negar o resultado ou criticar o sistema de avaliação e admitir esta informação como contribuição para melhorar a gestão como um todo, desde a satisfação do usuário final até o resultado financeiro da empresa. Para os que pretendem ficar no mercado, fica a lição de casa: melhorar sua nota na próxima avaliação. Esta meta não é restrita a gerar satisfação e assim crescer seu volume de vendas. Os gestores têm excelente indicador de desempenho em todos os aspectos. É só mergulhar no detalhamento da sua instituição para encontrar os quesitos necessários para focar e estabelecer plano de trabalho, visando um melhor desempenho. Pedro Fazio Economista e Diretor da Fazio Consultoria
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postado por Pedro Fazio |
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