A lei que regulamenta os planos de saúde completa 10 anos de vigência e certamente vários eventos deverão dar enfoque ao assunto, de fundamental importância para o setor de saúde suplementar.
Nos dias 23 e 24 de abril, a UNIDAS estará realizando o seu 7º Fórum Jurídico, em Brasília (veja no site www.unidas.org.br), cujo objetivo é realizar um balanço sobre os 10 anos da lei, bem como fornecer subsídios para a análise das principais questões jurídico-legais que afetam as operadoras de planos privados de assistência à saúde.
Durante dois dias, especialistas farão uma análise das perspectivas em relação às oportunidades e dificuldades do setor, destacando os principais problemas existentes, a visão dos diversos integrantes do sistema e as propostas de alterações no texto da lei, sendo que esta discussão contará com a participação de parlamentares que vêm discutindo o assunto há muito tempo, desde a CPI dos planos de saúde.
Ninguém pode duvidar da importância da lei 9.656, principalmente ao tornar mais transparente e ética a relação com os usuários, e por ousar regulamentar um mercado tão diversificado.
Mas alguns exageros têm sido cometidos como privilegiar a forma, burocratizado os processos, o que pode trazer prejuízos para as operadoras. Outro ponto que preocupa é que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) só atua em relação às operadoras. Não existem, na legislação vigente, formas de influenciar as decisões e condutas dos prestadores de serviços médico-hospitalares que, junto com os beneficiários e as empresas, são os principais atores do mercado de saúde suplementar.
É imprescindível que a Agência possa regular o setor como um todo e, para isso, é importante inserir, no âmbito da regulamentação, os provedores de serviços, fornecedores de materiais especiais, bem como os laboratórios de medicamentos e distribuidores.
Temos que reconhecer que muitas foram as conquistas no setor de saúde suplementar, com a atuação da ANS: maior transparência para o mercado; incentivo à mudança da lógica assistencial, com o foco da assistência voltado para o atendimento integral do paciente; melhor relacionamento entre operadoras e prestadores de serviços, alcançado com o diálogo e o debate dos principais temas, pelas entidades representativas da saúde suplementar.